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quinta-feira, 18 de abril de 2013

Governo federal ordena liberação de verba para entidades cristãs que trabalham na recuperação de dependentes químicos



O governo federal decidiu liberar recursos para as comunidades terapêuticas ligadas a denominações evangélicas e católicas, através da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad).
A decisão ocorre às vésperas da votação do projeto de lei que prevê internação compulsória para dependentes químicos.
As organizações não governamentais que gerenciam centros de recuperação e tem seu trabalho comprovadamente bem sucedido, estão agora numa lista que será analisada até junho pelo secretário interino, Mauro Roni Lopes da Costa.
Em entrevista ao jornal O Globo, Costa afirmou ser “uma questão de honra” que os projetos sejam analisados e classificados para a assinatura dos convênios, que viabilizarão o repasse das verbas.
Costa disse ainda que a ordem para que essas entidades recebam recursos da Senad veio diretamente da presidente Dilma Rousseff, através da ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffman: “[A orientação é] que se pactue logo, que se viabilize logo a política pública, e elas têm razão. Estamos fazendo isso, correndo atrás, todo mundo trabalhando. É ordem deles que essa é uma ação prioritária, e assim nós iremos encarar e assim nós temos feito”, pontuou.
A decisão do governo de repassar verbas para as comunidades terapêuticas ligadas a igrejas causou contrariedade na antiga responsável pela pasta, Paulina Duarte. Devido a essa nova diretriz, a ex-secretária deixou o cargo sob argumento de que assumirá uma nova função na Organização dos Estados Americanos, em Washington.
O pastor Everaldo Dias Pereira, vice-presidente nacional do Partido Social Cristão (PSC), afirmou em seu blog que a decisão pode ser apenas uma estratégia política.
“É aquela história do ‘leite derramado’ que aqui se aplica. Ou seja, dizer: Por que só agora? Será que é apenas porque o Planalto começa a perceber que vem desagradando aos evangélicos e que eles já começam a ficar ressabiados com a presidente Dilma e tendendo a mudar de voto? Será que eles vêm com essa história de liberar verba pra recuperação de dependentes químicos pensando que os evangélicos não têm senso crítico? A possível iminência da perda do apoio evangélico deve estar mesmo tirando o sono das equipes palacianas”, afirmou o pastor, que é um dos cotados para ser o candidato do PSC à presidência da República em 2014.
Por Tiago Chagas, para o Gospel+

Vídeo – Pastor Marco Feliciano concede entrevista a Amaury Jr. e critica Daniela Mercury: “Ela é oportunista”



O pastor Marco Feliciano (PSC-SP) concedeu entrevista ao jornalista Amaury Jr. em seu programa na RedeTV! e falou sobre os diversos temas que o envolvem e tem sido abordado pela mídia nos últimos meses.
A polêmica mais recente em que seu nome foi envolvido girou em torno das declarações da cantora Daniela Mercury, que revelou ter se tornado lésbica e anunciou seu casamento com a jornalista Malu Verçosa.
Na entrevista, Feliciano classificou de oportunismo a atitude da cantora de tornar seu relacionamento público no momento em que o tema “casamento gay” está sendo manchete na mídia.
“Homossexualismo é um fenômeno comportamental. Não sou fã de Daniela, eu sinto muito pelo que ela deve estar sofrendo, ela jamais teria sido capa de revista Veja se não fosse este momento, existe oportunismo”, afirmou Marco Feliciano no Programa Amaury Jr., segundo informações da coluna F5 da Folha de S. Paulo.
O pastor aproveitou sua participação no programa para rechaçar as acusações de homofobia, que são destacadas pela mídia: “Homofobia é uma doença, são pessoas violentas ou assassinas, eu tenho é posicionamento, não sou homofóbico. Sou contra o casamento gay por princípio. Na Constituição Brasileira a união estável é reconhecida entre homem e mulher. Segundo a Bíblia isso também não é casamento. O Papa Francisco pensa como eu”, disse Feliciano, citando o pontífice da Igreja Católica como ponto de apoio de seu argumento.
As demais acusações feitas contra ele seriam fruto de crueldade da imprensa, e citou o episódio que rendeu acusações de racismo: “Nunca disse que os africanos são amaldiçoados e, sim, que os ancestrais africanos são amaldiçoados, isso está na Bíblia e eu creio na Bíblia”, afirmou, categoricamente.
O pastor disse ainda que seus planos políticos são de chegar ao Senado Federal, mas sabe que para a próxima eleição, é inviável, por haver apenas uma vaga em disputa, e que por isso deverá concorrer novamente à Câmara dos Deputados.
Marco Feliciano ressaltou que as pessoas que o apoiam são maioria e que não aparecem em manifestações pois estão ocupadas: “Eles são silenciosos, eles são pais de família que trabalham e não tem tempo para manifestações”.
Confira nos vídeos abaixo a entrevista do pastor Marco Feliciano ao Programa Amaury Jr.:
Por Tiago Chagas, para o Gospel+

terça-feira, 16 de abril de 2013

Papa Francisco afirma que a Igreja Católica é a única habilitada a interpretar a Bíblia


Em seu primeiro discurso ante o Comitê da Bíblia do Vaticano, o Papa Francisco afirmou que a Igreja Católica é a única entidade habilitada a interpretar corretamente as escrituras. Defendendo a autoridade da tradição, o Papa afirmou que “a interpretação das escrituras não pode ser apenas um esforço intelectual individual, mas deve ser sempre confrontado, inserido e autenticado pela tradição viva da Igreja”.
De acordo com o G1, o Papa jesuíta fez uma longa referência em seu discurso a um texto do Concílio Vaticano II (1962-1965), a Constituição ‘Dei Verbum’ (‘A Palavra de Deus’), sobre o papel da Igreja.
- O Concílio lembrou com grande clareza: tudo o que está relacionado com a maneira de interpretar as Escrituras está, em última análise, sujeito ao julgamento da Igreja, que realiza o seu mandato divino e o ministério de preservar e interpretar a palavra de Deus – afirmou o Papa, que disse também que “há uma unidade indissolúvel entre Escritura e Tradição”.
Reforçando os dogmas da Igreja Católica, o Papa defendeu igualdade de valor entre a Bíblia e as tradições da igreja, afirmando que elas são “conjuntas e se comunicam entre elas”, “formando, de certa maneira, uma única coisa”.
- A Sagrada Tradição transmite a Palavra de Deus plenamente (…) Desta forma, a Igreja tira a sua certeza a respeito de todas as coisas reveladas não só nas Sagradas Escrituras. Uma como a outra devem ser aceitas e veneradas com sentimentos semelhantes de piedade e respeito – completou.
Como conclusão do discurso, o Papa Francisco afirmou estar denunciando “a insuficiência de qualquer interpretação sugestiva, ou simplesmente limitada a uma análise incapaz de acolher o significado global que tem sido construído há séculos pela tradição de todo o povo de Deus”.
Por declarar que nenhum grupo fora da Igreja Católica teria poder para interpretar a Bíblia, essas afirmações do Papa se opõem diretamente à ideia defendida por diversos líderes cristãos de que ele aproximaria católicos e evangélicos, bem como a movimentos existentes dentro do catolicismo que buscam uma renovação estrutural dentro da Igreja.
Um dos grupos católicos que se opõem a essa interpretação é a “Iniciativa dos Padres”, movimento ao qual já se uniram 3.500 párocos na Europa e nos Estados Unidos, e que se o papa Francisco não realizar a modernização da Igreja, os católicos, decepcionados, abandonarão a religião em massa.
Em um manifesto publicado em 2011, o grupo afirmou ser obrigado a seguir sua própria consciência e atuar independentemente dos ditados do Vaticano, “perante a rejeição de Roma de uma reforma que há tempos é necessária”. Entre as ideias defendidas pelo grupo, estão a ordenação de mulheres, dar comunhão a todos os “fiéis de boa vontade”, “inclusive divorciados” e permitir que também os laicos prediquem a palavra de Deus.

Reforma Católica

Apesar de seus discursos sobre a importância da tradição de Igreja, o Papa Francisco criou neste sábado um grupo de oito cardeais para aconselhá-lo no governo da Igreja e estudar um projeto de revisão da Cúria Romana, segundo a Veja.
O grupo será formado pelos cardeais Giuseppe Bertello, governador do Estado da Cidade do Vaticano; o chileno Francisco Javier Errázuriz Ossa, arcebispo emérito de Santiago do Chile; o indiano Oswald Gracias, arcebispo de Mumbai; o alemão Reinhard Marx, arcebispo de Munique; o congolês Laurent Monsengwo Pasiny, arcebispo de Kinshasa; o americano Sean Patrick O’Malley, arcebispo de Boston; o australiano George Pell, arcebispo de Sydney; e o hondorenho Oscar Andrés Rodríguez Maradiaga, arcebispo de Tegucigalpa, que será o coordenador do grupo.
Por Dan Martins, para o Gospel+

Vídeo – Pastor Marco Feliciano participa do Programa do Ratinho: “Não tem um pai de família se manifestando contra mim”; Assista na íntegra


O deputado e pastor Marco Feliciano participou nessa segundo feira (15) do “Programa do Ratinho”. O atual presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara estiveram no programa para discutir as polêmicas em torno de sua permanência na comissão. No programa, Feliciano respondeu a perguntas feitas pelo apresentador e, principalmente, a questionamentos enviados pelo público do programa através do Twitter.
A presença do pastor no programa foi amplamente divulgada pelas redes sociais.
- #MarcoFelicianoNoRatinho ao vivo no Ratinho, já estamos ligados. Larga a novela povo!!!! mande perguntas o programa é ao vivo @ratinhodosbt – escreveu a psicóloga Marisa Lobo, no Twitter e no Facebook.
Antes de chamar Feliciano para ser entrevistado, Ratinho afirmou ter chamado também os opositores do parlamentar para participar do programa, mas disse que nenhum deles havia respondido ao convite.
-Parece que gostam de aparecer só naqueles 30 segundos da Globo – afirmou o apresentador que afirmou que entrevistaria o deputado, e não o pastor, ressaltando também que seu programa está aberto para receber qualquer um que quiser manifestar sua opinião sobre a polêmica em torno da Comissão.
- Todas as vezes que me citam, citam o pastor. Sempre rotulando como se um pastor fosse iletrado e intolerante – afirmou Feliciano logo ao entrar no programa, explicando que seus opositores usam sua religião como forma de diminuí-lo.
Logo no início da entrevista, Ratinho comentou que ninguém nunca havia comentado sobre a comissão antes da polêmica em torno da presença do evangélico na comissão. Ao questionar o parlamentar sobre o porquê do surgimento de tal polêmica, a resposta de Feliciano foi de que ele incomodou grupos ligados ao movimento LGBT, que tinham a comissão como seu “quartel general”, e a usavam unicamente para defender seus interesses.
- Eu sempre bati de frente com algumas coisas que esse grupo defende – justificou o pastor, afirmando que é a favor dos direitos dos homossexuais, mas não de privilégios para os mesmos.
- Direitos sim, privilégios não – declarou.
Ao falar sobre as manifestações contrárias ao parlamentar, o programa mostrou uma série de imagens de protestos contra ele, e também contra seu partido, o PSC. Feliciano comentou tais manifestações afirmando que as mesmas não tem participação de “pais de família”, e que seriam esses pais de família as pessoas que ele representa e defende.
- Não tem um pai de família se manifestando contra mim, porque um pai de família tem que estar trabalhando para alimentar sua família – destacou.
Feliciano afirmou ainda que muitos dos protestos feitos contra ele desrespeitam sua família, citando manifestantes que tiraram a roupa em torno de seu carro no qual ele carregava duas crianças. Ele citou também protestos feitos em frente e até mesmo dentro de igrejas evangélicas usando até mesmo “rituais de feitiçaria”.
Questionado se quem segue a palavra de Deus poderia incitar o ódio, Feliciano respondeu que ódio é o que fazem contra ele, tolhido de seu direito ir ao shopping com sua família, ou até mesmo a um culto sem ser perseguido.
Feliciano reafirmou também que não irá renunciar ao cargo, e afirmou ter sido eleito legitimamente ao congresso e escolhido da mesma forma para presidir a Comissão.
- Estou firme inabalável como os Montes de Sião – respondeu, sobre sua permanência na Comissão. Ele afirmou ainda que se saísse abalaria a confiança do Congresso Nacional, pois “qualquer grupinho [de manifestantes] comprado com 2 mil reais” manipularia as comissões.
Comentando sobre a possibilidade de a polêmica em torno de sua permanência no cargo ser uma forma de desviar a atenção de questões maiores, o deputado confirmou ter dito que renunciaria em troca da saída dos deputados João Paulo Cunha (PT-SP) e José Genoíno (PT-SP), condenados no julgamento do mensalão, da CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania), mas ressalta que os líderes petistas “não aceitaram a proposta”.
Outro assunto comentado pelos espectadores foi o apoio que os opositores do deputado têm recebido da classe artística, ao que Feliciano respondeu que não pauta seus atos pela vida desregrada e fantasiosa destes.
- Eu não sou pautado pela vida dos artistas. A maioria dos artistas vive em uma vida de faz de conta. (…) existem artistas que trocam de família como quem troca de roupa – afirmou.
Ainda sobre seus opositores, o parlamentar destacou que são poucos os políticos que se manifestaram abertamente contra ele, listado os nomes de seus principais algozes.
- Dos 513 são só 4 deputados: Jean Wyllys, Erika Kokay e Domingos Dutra e mais um ou dois deputados que estão lá.
Outro questionamento que sempre é apresentado ao deputado, e que também foi levantado no programa foi sobre suas polêmicas afirmações, feitas pelo Twitter, de que a África seria um continente amaldiçoado. De acordo com Feliciano tais afirmações foram retiradas de seu contexto para alimentar uma imagem negativa de sua pessoa.
- Não se pode julgar um homem por 140 caracteres. (…) Pinçaram isso para me acusar de racista – se defendeu, afirmando que tais declarações foram retiradas de seu contexto para serem divulgadas, mostrando assim uma interpretação equivocada de sua visão teológica.
- Existe uma tendência a desmerecer aquilo que eu falo, até porque a mídia me apresenta como um vilão e como se o Brasil inteiro estivesse contra mim – completou.
Ao fim do programa, o apresentador Ratinho ressaltou a Feliciano que, apesar das oposições, existem gays que o apoiam.
- As pessoas de bem, as pessoas coerentes, elas fazem isso – respondeu Marco Feliciano.
Ratinho ressaltou por várias vezes ter chamado o deputado e ativista gay Jean Wyllys, principal opositor de Feliciano, para participar do programa, mas disse nunca ter tido uma resposta do parlamentar.
Assista a entrevista na íntegra:

Por Dan Martins, para o Gospel+

Vídeo – Pastor Silas Malafaia participa do Superpop: “Ativistas gays não suportam questionamentos”; Assista na íntegra


A entrevista do pastor Silas Malafaia à apresentadora Luciana Gimenez no programa Superpop foi transmitida na noite de ontem, 15 de abril.
No programa, como esperado, foram tratados assuntos ligados às pregações de Silas Malafaia e também sobre o seu embate com ativistas gays.
“Eu não sou dono de verdade. Eu sou um ser humano que também falho [...] Devido a temperamento, a jeito de ser, quando você é espontâneo, você também erra”, afirmou o pastor, após ser apresentado à platéia.
Questionado sobre a teologia da prosperidade e uma suposta linha de recompensa divina, Malafaia disse que “a lei da recompensa é uma das leis [com] que Deus trabalha”. A apresentadora Luciana Gimenez falou sobre o dízimo e perguntou se Jesus pregava sobre isso.
“Deixa eu te explicar isso. O primeiro ponto que a gente tem que entender, é que você abraça uma fé é porque você crê e aceita aquilo. Você é livre para aceitar ou rejeitar qualquer tipo de fé [...] Ou você recebe por fé, ou não recebe”.
No decorrer do programa, falaram sobre liberdade de expressão e o que o pastor chamou de “ditadura de opinião”, que seria a imposição de ideias por parte dos ativistas gays aos demais cidadãos que discordam deles ou de suas práticas.
Citando o pastor Marco Feliciano e o episódio em que comentou uma linha de pensamento que acredita ser a África um continente amaldiçoado, Luciana Gimenez afirmou que é preciso ter responsabilidade sobre o que se fala. Silas Malafaia pontuou que a liberdade de expressão permite que a pessoa diga o que pensa, mesmo que isso seja um “besteirol teológico”, apesar de ressaltar que acredita que Feliciano tenha feito apenas uma “conjectura” nesse caso.
Sobre o PL 122, Malafaia voltou a falar que os ativistas gays querem privilégios, e que “não suportam o questionamento de opinião”. Novamente, voltou a citar o pastor Feliciano para ilustrar o que ele entende como “patrulhamento” em busca de privilégios: “Foram ver o que o Marco Feliciano falou dentro da igreja. É o local protegido pela constituição, é inviolável. Crença é inviolável”, enfatizou.
A apresentadora afirmou que a PL 122 se faz necessária para proteger cidadãos que estão sendo atacados nas ruas. Malafaia discordou dizendo que a lei que protege heteros, protege também homossexuais, e que não se faz necessária uma lei exclusiva para eles, dizendo que o problema “não está na lei, e sim em quem executa a lei”. Nesse ponto, a apresentadora assentiu a postura do pastor: “Eu concordo”.
Confira no vídeo abaixo, a íntegra da entrevista concedida pelo pastor Silas Malafaia à apresentadora Luciana Gimenez:

Por Tiago Chagas, para o Gospel+

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Marcha para Jesus 2013: evento será realizado no dia 29 de junho com o tema “Novo Tempo”


A Marcha para Jesus 2013 será realizada no dia 29 de junho com o tema “Novo Tempo”, com a participação de diversas denominações.
A maior Marcha do mundo terá início às 10h00, com saída da estação Luz do metrô, seguindo o já conhecido trajeto que leva à praça Heróis da Força Expedicionária Brasileira, próximo ao aeroporto Campo de Marte, na zona norte de São Paulo, onde é montada a concentração para as apresentações dos cantores convidados.
A Marcha para Jesus 2013 contará, de acordo com a assessoria de imprensa do evento, com uma estrutura de grande porte no palco da concentração.
Confirmaram presença no evento os cantores Thalles Roberto, Regis Danese, Davi Sacer, Cassiane, Marcelo Aguiar, Mariana Valadão, Asaph Borba e Fernandinho, além das bandas Ao Cubo, Inesquecível, Renascer Praise e DOPA, entre outros.
Segundo o apóstolo Estevam Hernandes, líder da Igreja Renascer em Cristo e presidente da Marcha para Jesus, o evento é uma reunião de todas as igrejas cristãs: “A verdade da Marcha é que ela representa a união, a comunhão de todos aqueles que acreditam em Jesus Cristo como filho de Deus e nosso desejo de expressar essa fé!”, explica.
Desde 2009 a Marcha para Jesus é um evento que faz parte do calendário oficial da cidade do Brasil. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, neste ano, a Lei Federal 12.025 que estabelece o evento como uma celebração nacional.
A Marcha para Jesus em São Paulo conta com o apoio da Prefeitura, além dos órgãos municipais SPTrans, Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), SPTuris e também da Polícia Militar.
Dentro da estrutura do evento, haverá um ambulatório com profissionais de saúde, e dez ambulâncias à disposição dos participantes. Em 2012, mais de duzentas pessoas, entre médicos e enfermeiros trabalharam neste tipo de atendimento.
Os portadores de necessidades especiais contarão com um local exclusivo na concentração, com todos os itens de acessibilidade garantidos.
Marcha Para Jesus 2013
29 de Junho
Início: saída da estação Luz do metrô
Concentração: praça Heróis da FEB
Início: 10h00
Previsão de término: 21h30
Informações em marchaparajesus.com.br
Por Tiago Chagas, para o Gospel+

Pastor Marco Feliciano presta depoimento ao STF e conta detalhes sobre a acusação de estelionato


O depoimento do pastor Marco Feliciano ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o processo em que é investigado por suspeita de estelionato acrescentou pontos novos ao que vinha sendo dito sobre o caso até então.
O advogado do pastor declarou à imprensa que o processo por estelionato já havia sido finalizado, e que a questão tratava-se de um desacordo comercial.
Marco Feliciano não compareceu a um evento em São Gabriel, Rio Grande do Sul, que havia sido agendado por sua assessoria para o dia 15 de março de 2008, e culpou o descumprimento de prazos para sua ausência.
“Os eventos são agendados, eu tenho uma assessoria, naquela época era o senhor André Luiz de Oliveira [que também é réu no processo], que hoje também é pastor. Ele fazia a assessoria e os contatos. E, quando eu estava na cidade de Nova Friburgo [no dia 14 de março], foi que ele me disse que esse evento havia sido agendado, mas, por um descumprimento comercial, eu acabei não atendendo o evento. O evento, por causa dos muitos compromissos que eu tenho com televisão, com obra missionária, todos os eventos eram bem regradinhos, e as pessoas tinham dez dias anteriores ao evento para poder efetuar um depósito”, alegou Feliciano.
Segundo o pastor, o depósito de R$ 8 mil foi realizado às vésperas da data agendada, o que causou desencontros, pois um evento substituto já havia sido agendado para a mesma data: “Dois dias antes de acontecer o evento em São Gabriel [RS], nos ligaram e disseram que haviam feito o depósito, só que já havia acontecido um descumprimento de agenda, um descumprimento comercial”, afirmou.
O procurador da República Francisco Guilherme Vololstedt questionou o pastor sobre um email de confirmação de presença, enviado no dia 14 de março de 2008 pelo então assessor André Luiz [atualmente ele é pastor] à contratante, e Feliciano respondeu afirmando que não sabia do envio deste e-mail: “Estou sabendo disso agora”, disse. O procurador voltou a questionar: “É importante a gente fixar isso: o senhor não tinha mesmo conhecimento?”. E o pastor Marco Feliciano respondeu: “Nenhum”.
Feliciano ainda disse que posteriormente conversou com a responsável pela produtora, Liane Pires Marques, para marcar uma nova data e ir ao evento, mas não houve acordo em relação às datas: “Intentamos devolver o dinheiro, mas como os meus eventos não eram shows, porque eu não era cantor ainda na época, gravei CDs depois, eram palestras e as palestras são em igrejas, existe uma comunhão entre nós, por isso não havia nada escrito em papel, acreditávamos bem na parte fiel da palavra”.
O juiz auxiliar Fabrício Bittencourt da Cruz, questionou o motivo da ausência do pastor Marco Feliciano na audiência de reconciliação, e Feliciano alegou não ter tomado conhecido do encontro, e por isso, decidiu trocar de advogados.
“Quando eu fiquei sabendo do fato, que havia tido uma oportunidade de suprir, de acabar com o problema e os meus advogados não fizeram nada, imediatamente eu troquei os advogados, peguei um avião, fui até a cidade de São Gabriel, procurei os advogados da pessoa. Para minha felicidade descobri que eram evangélicos também, eram irmãos, e falei: ‘Eu quero aqui pagar o que eu devo, quero devolver, e quero devolver com juros e correção para que não fique nenhum tipo de celeuma’”, defendeu-se o pastor.
Segundo o Ministério Público, a produtora de eventos afirmou que a assessoria de Marco Feliciano alegou que o pastor havia sofrido um acidente de carro no Rio de Janeiro, e que por isso, não poderia comparecer ao evento.
Confusa com a versão apresentada pelo assessor André Luiz de Oliveira, Liane afirma ter pesquisado e não ter encontrado nenhum registro de acidente envolvendo o pastor, e confirma que Feliciano cumpriu agenda num evento no Rio de Janeiro no dia 15 de março. No entanto, a produtora diz que os contratantes desse evento teriam oferecido o dobro do cachê que havia sido combinado para o evento em São Gabriel.
Porém, Feliciano afirma que a produtora tentou contornar a situação pedindo que o pastor enviasse um atestado médico como forma de justificar a ausência junto aos apoiadores do evento: “Ela até pediu para que o pastor André enviasse um atestado médico para que pudesse justificar, dizendo que eu estava doente, alguma coisa assim. Mas eu não estava doente. E o meu secretário nem fez isso, porque isso seria uma violação, um crime, seria uma falsidade”, afirmou o pastor e deputado Marco Feliciano.
Em 2012, a juíza que cuida do processo cível que corre na Justiça de São Gabriel, determinou que Marco Feliciano ressarcisse Liane em R$ 13 mil, como devolução do cachê. O pastor pagou o valor estabelecido, porém Liane cobra um valor maior, alegando que o prejuízo foi de quase R$ 100 mil à época, devido a gastos com segurança, publicidade, passagens aéreas e estrutura para o evento, e alega que atualmente a dívida esteja na casa de R$ 2 milhões.
Por Tiago Chagas, para o Gospel+

Convenção das Assembleias de Deus elege hoje novo presidente, que comandará denominação pelos próximos 4 anos; Entenda


A eleição para a próxima diretoria da Convenção Geral das Assembleias de Deus (CGADB) acontece hoje, com a presença de mais de 24 mil pastores inscritos para a 41ª Assembleia Geral Ordinária (AGO), realizada em Brasília, DF.
O resultado da votação, que é manual, tem esta sexta-feira, 12 de abril, como prazo máximo para sua divulgação.
De acordo com informações da Folha de S. Paulo, o pastor José Wellington Bezerra da Costa, atual presidente e candidato à reeleição, é favorito na disputa com Samuel Câmara, que disputa a eleição pela terceira vez.
Para tentar reverter o favoritismo de José Wellington, Samuel Câmara fez propostas ousadas, como aumentar a presença das Assembleias de Deus no rádio e na TV, com a fundação de uma rede própria. Câmara também propõe o fim da reeleição, a fim de estimular a rotatividade e o surgimento de novos líderes na denominação.
O vencedor da disputa comandará pelos próximos quatro anos, um patrimônio expressivo, que inclui uma editora e uma fundação voltada à educação, além dos investimentos que a CGADB fará nos próximos quatro anos e os rumos que a Assembleia de Deus e seus 12 milhões de fiéis poderão tomar.
Marco Feliciano
A Folha de S. Paulo destacou que o pastor “é considerado ‘peixe pequeno’ na complexa política interna da entidade”, e o G1, apenas relatou que Feliciano permaneceu por pouco tempo no local, apesar de o pastor ter visitado o estande da CPAD e ter tirado fotos com os presentes. A grande mídia deu destaque à presença de Marco Feliciano entre os inscritos para votar, após os convencionais aprovarem uma moção em seu apoio.
O pastor José Wellington aproveitou o momento para afirmar que não criticou o deputado em uma entrevista para o jornal O Globo, “eu jamais disse a ele o que ele [jornalista] publicou”, disse o pastor que afirmou ser apoiador de Feliciano. O jornalista do O Globo afirmou que publicou a verdade do que foi dito pelo atual presidente da CGADB.
Por Tiago Chagas, para o Gospel+

Pastor Silas Malafaia revela conversa com Eduardo Campos, e diz que governador de Pernambuco pretende ser candidato à presidência da República

A corrida pela eleição presidencial de 2014 já começou e os líderes evangélicos provavelmente exercerão papel de grande destaque no debate de ideias para o pleito.
O pastor Silas Malafaia concedeu entrevista à jornalista Luciana Nunes Leal, do jornal O Estado de S. Paulo, e afirmou que se reuniu recentemente com o governador do Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) para tratar do assunto.
Segundo Malafaia, Campos já dá como certa sua candidatura para concorrer à presidência da República e diz que não aceitará interferências em seu partido: “O governador Eduardo Campos disse: ‘’eu vou ser candidato a presidente da República e ninguém vai dizer o que meu partido deve ou não deve fazer, se deve ou não deve ter candidato’. Disse em alto e bom som”, afirmou o pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC).
Silas Malafaia no entanto, diz que suas conversas com Campos sobre essa questão não significa que o apoio já está fechado ao candidato pernambucano: “Ainda estamos cedo nesse processo”, alegou o pastor, que em 2010, ensaiou um apoio à ex-ministra Marina Silva, filiada ao PV à época, e terminou apoiando José Serra (PSDB-SP).
Malafaia diz que conversou com Campos sobre a questão envolvendo Marco Feliciano (PSC-SP), e que o governador pernambucano disse não concordar com as ideias do pastor que é presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), mas que se ele foi eleito “pelo povo e pelo colegiado”, tem o direito de ocupar a cadeira: “Ele foi sincero, disse que é contra o Marco Feliciano, que está do outro lado, mas que o direito vale para todo mundo”, relatou Silas Malafaia.
Ainda sobre a questão, Silas Malafaia disparou contra o Partido dos Trabalhadores: “O que eu tenho dito e repeti para o governador é que o PT radicaliza de tal forma que acaba levando os evangélicos a ficarem contra ele. Com José Genoino e João Paulo Cunha (deputados condenados no processo do mensalão) na Comissão de Constituição e Justiça, que moral tem o PT para falar de Feliciano na Comissão de Direitos Humanos?”, indagou o pastor da ADVEC.
Outra questão envolvendo pontos de vista dissonantes entre o PT e Eduardo Campos foram tratados durante a conversa que Silas Malafaia relatou ao Estadão: liberdade de imprensa. Segundo Malafaia, Campos se posiciona contra o controle externo da mídia.
“Ele disse que regulação de conteúdo é muito perigosa. Deixei claro que nós evangélicos estamos muito preocupados de cercearem nossa pregação, que defendo a liberdade de imprensa até para falarem mal de mim”, disse Malafaia.
Por Tiago Chagas, para o Gospel+

Reeleito, pastor José Wellington fala em crescimento das Assembleias de Deus; Confira pastores eleitos para demais cargos da CGADB


O pastor José Wellington Bezerra da Costa, reeleito para um novo mandato à frente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), afirmou no discurso de vitória que a denominação precisa continuar crescendo para exercer seu papel.
“Nós temos que intensificar a evangelização, a construção de muitas casas de oração no Brasil, porque a igreja cresce, e com relação ao lado material, trabalho social, continuar expandindo a nossa mão, para aqueles que mais precisam de ajuda”, declarou o pastor.
Segundo informações do telejornal Bom Dia Brasil, da TV Globo, José Wellington obteve 9003 votos, que representa 54%, enquanto Samuel Câmara foi votado por 7407 pastores, um total de 46%.
A eleição foi apertada e curiosa, uma vez que parte dos pastores inscritos para votar na 41ª Assembleia Geral Ordinária não foram às urnas. Do total de 24 mil inscritos, apenas 17.075 exerceram seu direito ao voto.
Reconhecendo a vitória de seu adversário político na denominação, o pastor Samuel Câmara afirmou que desejava “felicidade” a José Wellington, e que a disputa acirrada proporciona crescimento à igreja: “Só chegarmos até aqui é uma grande contribuição que damos a Assembleia de Deus [...] Até quando não ganhamos a eleição, nós contribuímos para que a Assembleia de Deus vá mais longe”, disse.
Além da reeleição de José Wellington, a 41ª AGO definiu também a nova diretoria da CGADB para os próximos quatro anos. Confira abaixo:
Presidente
José Wellington Bezerra da Costa (SP)
1º Vice-Presidente (Região Sul)
Ubiratan Batista Job (RS)
2º Vice-Presidente (Região Centro-Oeste)
Sóstenes Apolos da Silva (DF)
3º Vice-Presidente (Região Norte)
Jonatas Câmara (AM)
4º Vice-Presidente (Região Nordeste):
José Antonio dos Santos (AL)
5º Vice-Presidente (Região Sudeste):
Temoteo Ramos de Oliveira (RJ)
Por Tiago Chagas, para o Gospel+

Igreja Católica aposta que o papa Francisco diminuirá o crescimento dos evangélicos na América Latina, diz cardeal


A eleição de Jorge Mario Bergoglio para o pontificado à frente da Igreja Católica aconteceu num momento em que a denominação mais se preocupa com a perda de fiéis para segmentos evangélicos do cristianismo.
O papa emérito Bento XVI afirmou em agosto de 2012 (à época, ainda em exercício de seu pontificado) que a Igreja Católica deveria se preparar melhor para entender o contexto religioso e plural da América Latina, e reduzir a perda de fiéis na região.
Para o cardeal Theodore McCarrick, bispo de Washington, DC, nos Estados Unidos, o papa Francisco é a figura ideal para o desafio mencionado por Bento XVI, por ser da região, e ter personalidade humilde.
“Quando o papa visitar o Brasil, fará seus cidadãos verem a importância da Igreja Católica ali e o fará com entusiasmo, dirigindo-se diretamente às pessoas, fazendo-as ver que não existe uma diferença essencial entre essa confissão e a evangélica”, indicou McCarrick em entrevisto ao jornal espanhol El Pais.
Recentemente o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que durante a primeira década dos anos 2000, a Igreja Católica perdeu 10% de seus fiéis, enquanto as denominações evangélicas chegaram à expressiva marca de 42 milhões de fiéis, com um crescimento de 61% em 10 anos.
A estratégia de Francisco, no entanto, não deverá ser de confronto. Durante o período entre os conclaves que elegeram Bento XVI e o que o elegeu, o cardeal Jorge Mario Bergoglio trabalhou numa aproximação com os evangélicos na Argentina.
“Se ele quiser, mudará a América Latina de alto a baixo [...] Francisco é o melhor pastor, tem a intenção de transpor a linguagem do Concílio Vaticano 2º para o dia a dia [...] Desenvolverá uma relação diferente da que a Igreja Católica teve até agora na América Latina, concentrada nas elites e nos governantes. Isso vai mudar, vai ser diferente”, prevê o cardeal McCarrick, que não votou no último conclave devido à sua idade, 83 anos.
O papa Francisco, teria segundo McCarrick, o perfil ideal para lidar com o atual quadro religioso na América Latina: “Talvez não tenha o carisma de João Paulo 2º, mas Francisco demonstrou que sabe criar atmosferas propícias, sabe se conectar com o povo. O fato de que fala seu idioma faz que os latino-americanos o vejam como um dos seus, que o percebam como alguém próximo”, concluiu.
Por Tiago Chagas, para o Gospel+

Ultimate Reborn Fight: Igreja Renascer promove evento com lutas de MMA; “Estratégia de evangelismo”, diz apóstolo Estevam Hernandes


A Igreja Renascer promoverá no próximo sábado, 13 de abril, um evento de lutas do Mixed Martial Arts (MMA) chamado Ultimate Reborn Fight (URF), no templo Renascer Hall, zona leste da capital paulista.
Com início às 20h00, a programação do evento prevê dez lutas de MMA. A pesagem para os confrontos ocorre hoje, sexta-feira 12 de abril, a partir das 22h00.
A nota divulgada pela assessoria de imprensa da denominação afirma que as luta seguirão as regras do esporte, “mas com adaptações de acordo com o nível dos combates”.
O MMA, após a popularização do esporte no Brasil através do Ultimate Fighting Championship (UFC), passou a ser visto pela Renascer como uma estratégia de evangelização. Este não é o primeiro evento do tipo promovido pela igreja, embora seja a primeira edição com o título Ultimate Reborn Figth.
Na estrutura da igreja foi criado um ministério, chamado Reborn Team, para recrutar e treinar lutadores de MMA, além de expandir o Evangelho através de eventos como o URF.
Segundo o líder da Renascer, apóstolo Estevam Hernandes, o evento é uma forma inusitada de pregação da Bíblia: “Não estamos aqui para promover a violência, mas sim para levar o amor de Jesus a outras pessoas que por seus gostos pessoais, talvez jamais entrariam em uma igreja. Hoje nós podemos trazer grandes lutadores para dentro da nossa igreja e fazer com que eles conheçam a Jesus através daquilo que eles mais gostam de fazer”.
Além das lutas, durante o evento o DJ Olvr tocará músicas hip-hop, e o rapper JRG fará uma apresentação. Para o líder do Reborn Team, a estratégia não apenas divulga o Evangelho, mas promove inclusão social: “Sabemos que a linguagem do esporte é mundial e não existem barreiras, seja no futebol, vôlei, ginástica, boxe e inclusive o MMA. Nós promovemos através desses eventos a divulgação de nossas oficinas de lutas e automaticamente a inclusão social através do esporte”, afirma o presbítero Vagner Miguel.
Ultimate Reborn Fight – URF
13 de abril
20h00
Renascer Hall
Rua Doutor Almeida Lima, 1290 – Mooca, São Paulo
Ingressos
R$ 25,00 antecipado / R$ 30,00 no dia do evento

Por Tiago Chagas, para o Gospel+

Após polêmicas sobre John Lennon e Mamonas Assassinas, Marco Feliciano afirma que vítimas do Titanic foram alvo da justiça divina, diz jornalista


O pastor Marco Feliciano é agora, foco de holofotes por suas declarações a respeito de mortes ocorridas há tempos atrás e mundialmente conhecidas.
Depois das polêmicas declarações sobre a morte de John Lennon, ex vocalista da banda inglesa Beatles, e da banda de rock brasileira Mamonas Assassinas, uma frase de Feliciano sobre o afundamento do Titanic chegou à mídia.
Segundo Lauro Jardim, jornalista da Veja e responsável pela coluna Radar Online, Feliciano afirmou que as 1.253 pessoas que viajavam no navio afundado em 1912 foram alvo da ira divina.
Jardim diz que “Feliciano usou o mais célebre naufrágio da História para reforçar sua opinião a respeito do destino do beatle e dos Mamonas”, que na ótica do pastor, morreram após desafiar ou zombar de Deus.
“No caso do Titanic, o comandante disse: ‘Nem Deus afunda o Titanic’, e logo depois aconteceu o que aconteceu. Não é que eu ache que Deus pune, mas por que zombar de Deus? Eu acredito nisso. Para que zombar de quem não te fez nada?”, teria dito Marco Feliciano.
Embora o uso dessa circunstância seja bastante popular no meio evangélico como forma de ilustração, a abordagem não é comum entre as demais pessoas que não professam a mesma fé.
O jornalista relata ainda que “Feliciano não recua” quando é questionado se em algum momento se arrependeu das frases sobre Lennon e Mamonas Assassinas, apesar de dizer que se pudesse voltar no tempo, “falaria a mesma coisa, mas, talvez, de maneira diferente”, pois as declarações aconteceram num ambiente religioso: “Não me arrependo de nada do que digo no púlpito. O púlpito é um lugar de inspiração”, defende-se o pastor e deputado federal.
Por Tiago Chagas, para o Gospel+

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Ministra dos Direitos Humanos afirma que Feliciano incita “o ódio e a violência”; Pastor diz que trabalhos da comissão vão “de vento em popa”

A decisão de Marco Feliciano (PSC-SP) por voltar a restringir o acesso às reuniões da Comissão de Direitos Humanos (CDHM) resultou em execução dos trabalhos e mais críticas ao pastor.
A ministra Maria do Rosário, da Secretaria Nacional de Direitos Humanos (SNDH), afirmou que o pastor incita “o ódio e a violência”, e insinuou que Feliciano deveria sofrer algum processo, “porque incitar a violência e o ódio é atitude ilegal, inconstitucional, e as autoridades também estão sujeitas à lei”, segundo informações do Diário de Pernambuco.
O deputado Silvio Costa (PTB-PE), que não pertence à CDHM, afirmou que após a eleição de Marco Feliciano para a presidência da comissão, o ambiente ganhou ares de “guerra santa”, devido aos embates entre ativistas gays e evangélicos: “Todo mundo tem o direito de ser evangélico, como todo mundo tem o direito de ser gay. Parece que nesta comissão tem um grupo de evangélicos, tem um grupo de gays e parece que tem até gente acumulando. Percebi hoje aqui que está estabelecida uma guerra santa”, declarou, de acordo com informações do G1.
Após a transferência dos trabalhos para uma sala com acesso permitido apenas para os jornalistas, assessores parlamentares e os próprios deputados, a CDHM votou requerimentos de assuntos diversos, de acordo com informações da Agência Câmara de Notícias.
Embora os trabalhos da CDHM tenham sido debatidos, houve bate-boca entre parlamentares, devido à postura adotada pela deputada Erika Kokay (PT-DF), que pediu a leitura da ata da reunião anterior.
O deputado Henrique Afonso (PV-AC) disse que o pedido era uma manobra para atrasar os trabalhos da CDHM, e que os integrantes do PT e PSOL se portavam de maneira intolerante,  enquanto Feliciano tentava dar continuidade à sessão.
Kokay respondeu à crítica com ataques a Marco Feliciano: “Intolerância é amaldiçoar todo um continente. Estimular a subalternização de um ser humano significa criar uma lógica de violência simbólica. No ano passado, 83 travestis foram assassinados com requintes de violência”, afirmou.
O deputado Roberto de Lucena (PV-SP) se manifestou tentando encerrar a discussão e possibilitar a execução dos trabalhos: “Faço apelo à deputada Erika Kokay, que é uma das deputadas mais competentes dessa Casa. Eu respeito a pessoa que é coerente e se dedica. O que aconteceu em relação à eleição está encerrada, ela foi legitima. Em nome da tolerância, se usa a intolerância como arma”, disse, referindo-se aos protestos da deputada contra a permanência de Feliciano no cargo.
Na saída, o pastor Marco Feliciano afirmou que embora a CDHM seja “vazia de projetos”, os trabalhos foram “de vento em popa” após a transferência da sessão para um plenário com acesso restrito.
“Hoje aprovamos audiências públicas e requerimentos. A Comissão de Direitos Humanos está indo de vento em poupa, graças a Deus. A confusão já era esperada, mas já tínhamos requerimento para que pudéssemos usar o regimento. A ordem foi garantida”, disse, completando que “a Comissão de Direitos Humanos precisa ter projeto de integridade na sociedade”.
Por Tiago Chagas, para o Gospel+

“Imprensa brasileira tem visão estereotipada e preconceituosa dos evangélicos”, diz jornalista da Folha, ao comentar cobertura do caso Feliciano


A forma como a mídia tem tratado o caso do pastor Marco Feliciano (PSC-SP), acusado de racismo e homofobia e pressionado a renunciar ao cargo de presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), ganhou destaque em alguns veículos.
A jornalista Suzana Singer, da Folha de S. Paulo, é ombudsman do jornal – cargo que confere a ela a obrigação de procurar excessos e falhas nas publicações do veículo – e publicou um artigo criticando a postura adotada pela maior parte da imprensa no caso em questão.
Suzana diz que os protestos feitos por artistas contra Feliciano ganharam “amplo espaço na mídia”, e pondera dizendo que é “difícil é ouvir argumentos a favor do pastor”, justamente por falta de divulgação.
“A Folha publicou, na semana passada, uma entrevista com Feliciano e um artigo em que Silas Malafaia defende seu colega pastor – o próprio deputado já tinha escrito em ‘Tendências/Debates’ em março. É pouco perto das dezenas de textos negativos (reportagens, colunas e editorial) publicados desde que o caso estourou. A impressão que se tem, lendo jornais, revistas e navegando na internet, é que há unanimidade contra o deputado do PSC. Falta dar espaço às vozes dissonantes daqueles que criticam a cobertura da mídia e se recusam a entrar na corrente ‘anti-Feliciano’”, escreveu a jornalista e ombudsman da Folha.
Em seu texto, Suzana reproduz o comentário de uma leitora, que inconformada com a forma como a cobertura do caso vem sendo conduzida, critica pontualmente a imprensa: “Vivemos uma época de patrulhamento. A imprensa elevou o deputado à categoria de pop star. Estou me lixando para ele, mas não concordo com a forma como é tratado. O jornal não cita a profissão de nenhum parlamentar, mas Feliciano é sempre ‘pastor’, o que impõe uma carga pejorativa à palavra. Há um estereótipo do evangélico repetido à exaustão na mídia”, escreveu a advogada Patrícia Marinelli.
Suzana Singer encerra seu artigo mencionando que “é importante reconhecer que a cobertura do caso Feliciano ganhou ares de linchamento”, e completa dizendo que “não há dúvida de que existe na grande imprensa brasileira uma visão estereotipada e preconceituosa dos evangélicos”.
O juiz de direito e eleitoral José Herval Sampaio Junior publicou um artigo sobre o caso, em seu espaço no portal Atualidades do Direito, e também criticou a forma como o caso vem sendo tratado, ressaltando que os direitos de Marco Feliciano enquanto cidadão estão sendo quebrados.
Segundo Sampaio Junior, os manifestantes sociais contrários a Feliciano, “infelizmente nesse caso estão a desrespeitar de modo contundente o direito de um cidadão”, pois “estão ultrapassando o limite do tolerável e colocando em xeque um dos maiores direitos de todas as pessoas, quer físicas ou jurídicas, o devido processo legal em sua acepção substancial”.
O juiz Sampaio Junior refere-se, em seu texto, à condução da divulgação do caso em que é acusado de racismo e homofobia, como “vilipêndio” aos direitos de Marco Feliciano, pois ele “sequer está sendo processado no que tange as possíveis falas e não foi condenado ainda no que concerne aos outros fatos”, e classifica como “inadmissível que o mesmo possa sofrer as consequências que infelizmente vem ocorrendo”, pondera.
“Em momento algum temos qualquer tipo de procuração do referido senhor para sua defesa e muito menos estamos a mencionar no presente instrumento que as suas possíveis falas não sejam preconceituosas ou até mesmo não tenha sua pessoa cometido os crimes que responde perante o Supremo Tribunal Federal. Não fazemos isso por vários motivos também, ressaltando mais uma vez somente um e talvez o mais importante, não conhecemos com a propriedade que se requer nenhum desses fatos, ou seja, não nos preocupamos em avaliar substancialmente as suas falas e nem mesmo as possíveis condutas criminosas do mesmo como pastor evangélico”, contextualiza o juiz Sampaio Junior.
A publicação de opiniões como essas em veículos da grande mídia podem significar que não apenas políticos, mas também os próprios jornalistas, estejam notando que a forma como o caso foi conduzido fortaleceu Marco Feliciano. De acordo com Marco Prates, jornalista da revista Exame, “a situação do pastor agora pode ser considerada, de certa forma, mais estável e segura”.
Prates diz que “baixada a poeira da pressão nas ruas (que ainda continua), das petições na internet e da própria pressão política exercida pelos outros deputados, vê-se que nada foi capaz de tirá-lo de lá”.
O artigo publicado na Exame afirma que “para desgosto dos movimentos ligados aos direitos humanos [...] evidências nesta semana apontam para um Feliciano fortalecido na presidência da comissão, após passar por todo o tipo de intempéries que poderiam ter sido fatais ao cargo, como as revelações de vídeos com falas desastradas e a existência de processos no STF”.
O jornalista complementa dizendo que “o fato é que as manifestações de apoio já agem como uma espécie de contrabalanço para a situação do deputado”.
O juiz Sampaio Junior conclui que não se pode aceitar a forma como Feliciano vem sendo tratado: “Não podemos aceitar calados como cidadão que somos o vilipêndio flagrante que estamos assistindo diuturnamente ao devido processo legal, daí o dever de denunciarmos como ora fazemos, mesmo com o patente risco de sermos mal compreendidos”.
Por Tiago Chagas, para o Gospel+

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Pastor Silas Malafaia rebate críticos que reprovam sua aproximação com a Globo: “Televisão não é de Deus nem do diabo; depende de quem a usa”. Leia na íntegra


O pastor Silas Malafaia publicou um comunicado em que contextualiza sua relação com a TV Globo e se defende das críticas dos fiéis que reprovam a proximidade que ele mantém com a emissora da família Marinho.
A Globo constantemente é alvo de pesadas críticas no meio evangélico por suas novelas e programas que aos olhos da maioria dos fiéis, agridem o cristianismo e fazem apologia a princípios anticristãos, como por exemplo infidelidade e homossexualidade.

“O que vou falar aqui, muita gente, que hoje é evangélica, não tem ideia. Fico rindo daqueles que me criticam hoje, porque ou eram crianças ou ainda não tinham nascido quando eu já fazia confrontação em meu programa de TV desde o seu início, há mais de três décadas”, escreveu Malafaia.
O pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo cita uma ideia que por muito tempo, foi senso comum no meio cristão, e diz que o formato da TV brasileira atualmente é consequência da forma como essa ideia foi difundida: “Durante a minha infância e adolescência ouvi muitos pastores e líderes dizerem a seguinte frase: ‘A televisão e a política pertencem ao diabo’. Quando homens de Deus profetizam isso, estão entregando ao diabo aquilo que ele só pode ter se dermos legalidade. O resultado desse profetismo catastrófico, e aqui eu vou ater-me à questão da TV, é que o diabo ‘deita e rola” na mídia brasileira”, disse.
Silas Malafaia diz ainda que “a TV mais cara do mundo para a pregação do evangelho é a brasileira”, e revela que os altos custos são ainda maiores se comparados com outros países: “Pagamos 20 vezes mais para veicular programa no Brasil em rede nacional do que para transmitir a partir dos EUA programas para mais de 200 nações”, ilustrou o pastor.
“Além disso, por causa desse profetismo catastrófico, as emissoras estão infestadas de gays. Diretores, produtores, autores de novelas, cenógrafos, entre outros, em sua maioria, são gays”, escreveu Malafaia, antes de afirmar que “precisamos aprender é que a televisão não é de Deus nem do diabo; depende de quem a usa”.
A resposta de Silas Malafaia aos críticos de sua relação com a emissora carioca justifica sua atitude usando desse princípio: “Precisamos usar de sabedoria, inteligência e estratégia neste momento. Devemos ser veementes e usar todos os meios legais e pacíficos para protestar, questionar, exercer nossa opinião, assim como tenho feito. Entretanto, se radicalizarmos ao ponto de dizermos que nenhum pastor ou cantor deva dar entrevista ou participar de programas da Rede Globo, estaremos reafirmando com essa atitude que aquilo tudo é do diabo e não temos a capacidade de interferir”.
Confira abaixo, a íntegra do comunicado publicado pelo pastor Silas Malafaia sobre as críticas a respeito de sua relação com a TV Globo:
Como todos sabem, eu pertenço a uma tradicional família de pastores das Assembleias de Deus. Meu pai tem 92 anos de idade e ainda é pastor. Quando nasci, ele já era evangélico há 17 anos. Hoje, eu tenho 54 anos de idade e sou pastor há mais de 30. Percebam, então, que passei toda a minha vida dentro da igreja.
O que vou falar aqui, muita gente, que hoje é evangélica, não tem ideia. Fico rindo daqueles que me criticam hoje, porque ou eram crianças ou ainda não tinham nascido quando eu já fazia confrontação em meu programa de TV desde o seu início, há mais de três décadas.
Vamos aos fatos:
Durante a minha infância e adolescência ouvi muitos pastores e líderes dizerem a seguinte frase: “A televisão e a política pertencem ao diabo”. Quando homens de Deus profetizam isso, estão entregando ao diabo aquilo que ele só pode ter se dermos legalidade. O resultado desse profetismo catastrófico, e aqui eu vou ater-me à questão da TV, é que o diabo “deita e rola” na mídia brasileira.
Para vocês terem uma ideia, a TV mais cara do mundo para a pregação do evangelho é a brasileira. Pagamos 20 vezes mais para veicular programa no Brasil em rede nacional do que para transmitir a partir dos EUA programas para mais de 200 nações. Além disso, por causa desse profetismo catastrófico, as emissoras estão infestadas de gays. Diretores, produtores, autores de novelas, cenógrafos, entre outros, em sua maioria, são gays.
O que precisamos aprender é que a televisão não é de Deus nem do diabo; depende de quem a usa. Esse princípio serve para muitas coisas. Um automóvel conduzido por uma família é bênção. Um automóvel conduzido por bandidos para um assalto é instrumento do diabo. Logo, a questão é: quem usa determina o seu fim.
Quando um programa de TV prega o evangelho, preserva os princípios que Deus estabeleceu para o homem. A TV é um instrumento de Deus. Mas, quando uma programação deturpa os princípios de Deus e leva o homem ao pecado, é um instrumento do diabo.
Precisamos usar de sabedoria, inteligência e estratégia neste momento. Devemos ser veementes e usar todos os meios legais e pacíficos para protestar, questionar, exercer nossa opinião, assim como tenho feito. Entretanto, se radicalizarmos ao ponto de dizermos que nenhum pastor ou cantor deva dar entrevista ou participar de programas da Rede Globo, estaremos reafirmando com essa atitude que aquilo tudo é do diabo e não temos a capacidade de interferir.
Pergunto: por um acaso a Band, o SBT, a CNT, a Rede TV e a própria Record, que foi comprada por meio de dízimos e ofertas, pertencem a Deus? Como disse, quem usa é que determina se o instrumento é de Deus ou do diabo. Agora mesmo todos nós fizemos um protesto veemente contra o absurdo do programa Fantástico, da Rede Globo, ao promover a causa gay querendo “fazer a cabeça” do brasileiro. Esse é o jogo para aceitar o casamento gay.
Eu só não prego no inferno porque não tem salvação para o diabo e seus demônios. Mas, se um programa de TV me convidar, por mais pecador que ele seja e independente da emissora, estarei lá. A luz só pode brilhar no meio das trevas. Todas as emissoras de TV neste país têm programas que afrontam os princípios em que cremos. Por isso quero reafirmar mais uma vez que o nosso papel é protestar, confrontar, denunciar, mas jamais “fechar a porta” numa emissora. Não podemos usar estratégia ignorante.
Como todos sabem, não sou o único, mas sou um dos mais veementes em confrontar toda essa podridão. Vocês não tem ideia do preço que pago. As nossas armas são a fé, a oração, o jejum, a Palavra de Deus e o exercício legal da nossa cidadania.
Deus abençoe você, sua família e o Brasil.
Silas Malafaia

Pastor Marco Feliciano anuncia que só renuncia se mensaleiros do PT que estão em outra comissão renunciarem também; Reunião selou autorização para manifestantes voltarem às sessões


Os líderes de partido e Marco Feliciano (PSC-SP) se reuniram hoje no gabinete do presidência da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e ouviram do pastor que a possibilidade de renúncia não existe, e que pode flexibilizar a entrada para as sessões da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM).
Após a reunião, alguns participantes se mostraram indignados com a proposta oferecida pelo Pastor Marco Feliciano ao sugerir que renunciaria se os deputados José Genoino e João Paulo Cunha, ambos do PT de São Paulo e condenados pelo escândalo do Mensalão, renunciassem à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania. Segundo Rubens Bueno, líder do PPS na Câmara, o pedido é “inadequado para o momento”. Ele ainda classificou a proposta como “jogo baixo. Não podemos confundir uma coisa com a outra”.
O líder do PSC na Câmara, deputado André Moura (SE), afirmou à Agência Câmara de Notícias que o pastor Marco Feliciano abrirá as sessões “se os manifestantes se comportarem de forma respeitosa”.
Moura disse ainda que o andamento dos trabalhos não poderia ser prejudicado, portanto a medida havia sido tomada: “A partir do momento que os manifestantes entendam que as reuniões da comissão podem ocorrer de forma respeitosa, tenho certeza de que Feliciano não usará do dispositivo que tem em mãos e abrirá as sessões [...] Para que ele abra a sessão, é necessário que os manifestantes deixem ele presidir e deixem as matérias que estejam em pauta serem discutidas e votadas”, declarou o deputado.
A medida que Feliciano adotou chegou a ser criticada pela Ordem dos Advogados do Brasil, que divulgou nota afirmando que o fechamento das sessões “remete a tempos obscuros e arbitrários de nossa história política, onde os direitos humanos somente podiam ser discutidos a portas fechadas”.
O deputado Ivan Valente (SP), líder da bancada do PSOL na Câmara, criticou a postura do pastor Marco Feliciano em não renunciar: “Isso é um desrespeito, pois ele é uma pessoa incompatível com o cargo. Ele somente insiste porque lucra econômica e politicamente com isso”, disse.
Feliciano saiu da reunião sem falar com a imprensa, mas segundo Ivan Valente, o pastor teria dito que “não poderia deixar a presidência da Comissão de Direitos Humanos” pelos motivos já alegados, e que estaria sendo perseguido.
O deputado Rubens Bueno, líder do PPS, revelou que Feliciano disse que renunciaria se o PT retirasse os deputados paulistas João Paulo Cunha e José Genoíno de seus cargos na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), tida como a mais importante da Câmara. Ambos os deputados foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo do mensalão.
“Isso é um golpe baixo, até porque não há trânsito em julgado da decisão que condena esses deputados”, afirmou Rubens Bueno, que definiu como “inaceitável” a permanência de Feliciano na presidência da CDHM: “Os interesses dele são legítimos, mas eles não podem se sobrepor aos interesses da comissão”.
Por Tiago Chagas, para o Gospel+

“Intolerância religiosa é ameaça à democracia”, dizem autores de livro que constata “ataque global ao cristianismo”


A perseguição religiosa a cristãos em todo o mundo é um tema recorrente entre missionários e líderes cristãos, devido ao grande número de países quese opõem ao cristianismo por questões culturais e/ou religiosas.
Os escritores Lela Gilbert, Paul Marshall e Nina Shea, do Centro do Instituto Hudson para a Liberdade Religiosa, estão lançando o livro Persecuted: The Global Assault on Christians (em tradução livre, “Perseguição: O Ataque Global aos Cristãos”), em que abordam o tema de maneira bastante extensa.
Uma pesquisa feita pelos autores para a publicação descobriu que, os países de origem muçulmana são os piores e mais perigosos para os cristãos, sejam eles nativos ou missionários, e que o movimento social chamado de Primavera Árabe tornou essas nações ainda mais intolerantes.
Porém, em termos isolados, a Coreia do Norte ainda é o país mais repressivo ao cristianismo, de acordo com os autores, pois nenhuma religião é aceita pelo governo: “Há casos descritos em nosso livro sobre cristãos norte-coreanos sendo sumariamente executados apenas por possuir uma Bíblia”, revelou Shea.
Em 2012, a Nigéria registrou o maior número de assassinato de cristãos, de acordo com informações da Missão Portas Abertas. Esse fato é destacado pelo trio de autores em seu livro: “Durante a Páscoa passada, uma série de igrejas, lotadas de adoradores, foram bombardeadas. E isso já aconteceu várias vezes”, observou Shea.
A escritora Lela Gilbert ressalta que o nível de intolerância ao cristianismo chegou a um estágio preocupante: “O que nós, como cristãos, costumávamos chamar de ‘testemunhar’ ou ‘evangelizar’, é agora chamado de ‘proselitismo’; se tornou uma palavra suja, uma ação proibida”, pontuou Lela Gilbert.
Já Paul Marshall destacou que a ausência de liberdade religiosa é um dos indicadores de uma eventual falência da democracia: “[Nestes países] a liberdade religiosa é considerada como algo à parte, é o que as pessoas praticam no domingo, apenas [...] Mas, se você não tem liberdade religiosa todos os dias e em todas e quaisquer circunstâncias pelas quais a sociedade passa, você não terá um desenvolvimento democrático em nenhum país do mundo”, ressaltou.
Tolerância e diversidade religiosa no Brasil
Recentemente, a presidente Dilma Rousseff destacou que o Brasil é um dos países com maior diversidade religiosa, e com isso, se tornou uma “democracia que respeita” o direito ao credo.
O discurso foi proferido durante a inauguração da Arena Fonte Nova, em Salvador. O estádio, que abrigará jogos das copas das Confederações e do Mundo, fica situado no bairro Nazaré, onde estão localizadas também, templos cristãos, centros judaicos e islâmicos, além de abrigar locais de culto de religiões de matriz africana, como o candomblé.
“O bairro de Nazaré tem construída toda essa capacidade imensa do Brasil de conviver com a diversidade [...] Somos um país que sabe que, se é capaz de lutar pela superação da pobreza, tem de lutar também pela superação de todas as formas de discriminação”, contextualizou a presidente.
Por Tiago Chagas, para o Gospel+

Daniela Mercury se casa em igreja com parceira lésbica; Cristã, mãe da cantora revela ser contra o casamento gay


A cantora Daniela Mercury anunciou recentemente que se casou com sua parceira, a jornalista Malu Verçosa. A cerimônia, segundo a revista Veja, aconteceu na Igreja Sacré Coeur, em Paris. Afirmando ser muito católica, a cantora disse que foi até a pedir a proteção para o seu casamento com a jornalista.
- Colocamos as alianças e fomos à Sacré-Coeur, já que somos as duas católicas. Fomos fazer nossas orações e pedir proteção – explicou Daniela, que também anunciou a união através do Instagram, junto de fotos em que as duas aparecem juntas.
- Malu agora é minha esposa, minha família, minha inspiração pra cantar – publicou a cantora, que contou ainda, à Veja, como celebraram a união.
- Usei a palavra ‘esposa’ porque decidimos viver juntas e trocamos alianças. Enfim, nos casamos. Mas ainda não oficialmente. O significado é o mesmo para nós. Na Bahia, desde o dia 26 de novembro de 2012, o casamento entre homossexuais já é realizado em cartórios. Uma conquista importantíssima – disse a cantora.
Porém, a união da cantora não teria agradado sua mãe, que é cristã. De acordo com a imprensa baiana, Dona Liana Mercure, mãe de Daniela Mercury, não aprovou o casamento da filha.
O Bahia Notícias afirma que “Dona Liliane teria ficado mais chateada ainda com a exposição que a cantora fez ao revelar seu relacionamento nas redes sociais”.
Por Dan Martins, para o Gospel+

Ativistas gays invadem igreja evangélica e se beijam durante culto; Foto gera revolta no Facebook


O pastor Marco Feliciano continua sendo alvo de protestos por causa da sua permanência na Comissão de Direitos Humanos. As manifestações, em sua maioria liderada por ativistas gays, acontecem inclusive em igrejas pelas quais Feliciano passa.
Parte dos protestos contra o parlamentar, uma foto que mostra duas mulheres se beijando dentro de uma igreja evangélica em Belém durante uma visita do deputado tem causado polêmica entre apoiadores e críticos do parlamentar.
A foto, que começou a circular nas redes sociais no domingo, foi tirada no interior Centro de Convenções no final da pregação do pastor Marco Feliciano, quando os repórteres invadiram a frente do palco para fotografias.
Apoiadores de Feliciano manifestaram indignação com o beijo homossexual dentro da igreja, classificado por eles como um ato de desrespeito.
- Vejam o absurdo, os ativistas gays realmente não merecem nenhum respeito! O local de culto é protegido por nossa constituição federal, mesmo assim eles não respeitam… estamos em guerra! – escreveu um apoiador do pastor ao republicar a imagem, segundo o Terra.
Porém, a imagem motivou também novas declarações contra Marco Feliciano, sendo republicada também como forma de protesto contra o deputado.
- Parabéns às duas garotas que foram lá demostrar o amor que uma sente pela outra, que é o mesmo que Jesus prega em toda a Bíblia, não o ódio que é pregado por alguns, como Feliciano – escreveu um crítico do parlamentar.
Feliciano foi criticado também pelo grupo Aliança Cristã Evangélica, que emitiu nota repudiando as declarações feitas pelo deputado, sobretudo suas interpretações teológicas acerca do continente africano.
- Vem a público para repudiar o uso inadequado das Escrituras Sagradas, a Bíblia, juntamente com as interpretações e afirmações daí decorrentes, especificamente as feitas quanto a supostas maldições existentes sobre africanos e negros. Afirmações desta natureza são fruto de leitura mal feita de parágrafos bíblicos, tomados fora do seu contexto literário e teológico, que acabam por colaborar com os interesses de justificar pensamentos e práticas abusivas, contrárias ao espírito da Palavra de Deus, cujo foco está na Justiça, na Libertação e na promoção da Vida e Dignidade Humana – diz a nota.
Essa semana, o deputado ainda prestou depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF), negando ter cometido estelionato contra uma produtora de eventos do Rio Grande do Sul. Ele foi acusado de ter recebido R$ 13,3 mil (em valores atualizados) para participar de evento religioso em 2008 e não ter comparecido.
Por Dan Martins, para o Gospel+